Apoiar sem concordar automaticamente
Ouvir a mágoa não significa confirmar uma acusação
Um amigo diz: «Não escolheram a minha proposta. A minha chefe quer humilhar-me.» Pode reconhecer a desilusão sem confirmar as intenções da chefe. «Estás desiludido por teres investido muito trabalho na proposta e não te terem explicado o motivo?» descreve a experiência dele e permite que a corrija. «Ela não gosta mesmo de ti» acrescenta uma afirmação que não consegue confirmar.
Distinga o que a pessoa sente, o que aconteceu e a explicação para a causa. Alguém pode descrever com sinceridade o impacto que uma situação teve, sem conhecer os motivos das ações de outra pessoa. Não precisa de pôr em causa o sentimento para ser rigoroso em relação aos factos. Experimente: «Percebo que isto te tenha afetado. Ainda não sabemos com base em que critérios avaliaram a proposta.»
Antes de sugerir uma solução, confirme de que precisa agora. Pode querer falar um pouco sobre a desilusão, preparar uma pergunta sobre a avaliação ou voltar ao assunto mais tarde. Reconhecer o que sente não é apenas dizer uma frase simpática e depois impor o seu plano sem o ouvir. Se a resposta dele alterar a situação, adapte também o passo seguinte.
Evite comparar quem está pior ou prometer que tudo vai correr bem. Ambas as respostas contornam a experiência concreta. O apoio pode ser simples e sincero: ouvir, esclarecer e combinar o próximo passo. Se a pessoa estiver a pensar em responder à chefe com um insulto, pode reconhecer a desilusão e, ao mesmo tempo, recusar-se a ajudar nesse comportamento.